poema

VAGO, A SHORT POETRY FILM

Vocês lembram desse poeminha aqui?
Agora ele tem um vídeo, feito com muito carinho. Não deixe de conferir e se inscrever, caso ainda não seja inscrito!

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VIDEOS POEMAS!

Ou como você quiser chamá-los. Pode ser vídeos curtinhos fofos, mas tenho me dedicado bastante para que saiam da melhor maneira possível. Eu não tenho uma câmera profissional e comecei a gravar faz pouco tempo, mas tenho dado meu melhor. Quero continuar nesse caminho para que eu não olhe pra trás e pense que nem ao menos tentei. Tenho reparado que o movimento por aqui já não é mais o mesmo, os tempos são outros, afinal. Acho que um estímulo visual pode ajudar a atrair pessoas, para compartilhar meus sentimentos. Convido você a conhecer melhor minhas intenções com esse canal. Não esqueça de se inscrever! São videos super curtinhos e fofos, vale a pena. ❤

O que você faz quando a chuva acaba com seus planos? Fica jogado na cama olhando pro teto? Eu também. Mas eu filmo esse momento:


Um vídeo poema sobre mudanças. Ou quase mudanças:


Quando o bloqueio criativo é forte demais e a gente perde a esperança, o melhor que podemos fazer é respirar novos ares. Ver outras pessoas. Observar o mar. Nesse vídeo eu mostro tudo o que a arte significa pra mim:


E pra finalizar, o primeiro vídeo do ano. Eu estava na praia, mas estava desanimada. Virada de ano nem sempre representa algo positivo pra mim. Mas ouvir a música certa com a melhor companhia do mundo quando a luz se esvai, pode acabar ascendendo uma vela em nossos corações:


Espero que eu consiga acalentar algum coração!

Por hoje é só e até a próxima dose!

Canto aflito

Levanto  e canto
A voz é presa e rouca
O sentimento é solto
A melodia é pronta

O lápis aponta
A boca se cala e sento
Penso pensamentos pesados
A mão treme ao relento

Respiro e escrevo
Tento encontrar a força
Escrevo sobre desespero
Essa coisa guardada na bolsa

Carrego pra todo lado
Fecho o ziper pra não escapar
O fecho fica cansado
E grita que quer soltar

Solta logo a dor
Deixa a lágrima sambar
O samba triste de quem escreve
Quando na verdade se quer cantar.

Contratempo

E se eu te disser
Que ao despertar vi a lua aparecer
E que ao anoitecer vi o sol raiar
Dirias tu: que loucura!
Louca não estou
Sei o que vi e o que sou
E tudo se passa ao contrário
Diante dos olhos meus
Que teus são
Por imenso
Tanto quanto o mar que acolhe estrelas
E quanto ao céu em que mergulho agora
Por hora
Diga que vê também
Com esses olhos teus
Que são meus
Mas que estão rasos de tanto chorar.

Abismo

Se minha cabeça pesa por nada haver
eis que devo pensar para aliviar a pressão.
Se meu coração é leve porque muito carrego
devo carregar menos peso para sentir o pesar.
O vazio na cabeça pesa
pois um nada vale mais que pouca coisa
e o sentir é leve porque abafa a razão.
Prefiro carregar um peso
não pra sempre, mas agora
pois o leve pesa mais que o pesar quando se sente.
Eu só queria ser leve
mas tudo que sou é cabeça de vento
com um vendaval no coração.