Fernando Pessoa

Tag literária: Escritores

Boa noite beberrões, ando meio sumida esse mês devido a uma série de problemas recentes que não estou com a menor vontade de falar sobre, e isso vem tirando completamente a minha vontade de socializar. Em compensação, pelo menos andei trabalhando no meu livro, graças a falta do que fazer. Consegui finalizar o primeiro capítulo (sim, ainda o primeiro mas para mim isso já foi uma grande vitória) e espero que meu ânimo volte em breve para que eu possa fazer uns posts sobre o processo da escrita ou pensamentos aleatórios sobre.
Enfim, essa semana acabei entrando aqui para dar uma olhada no que vocês andam ~sentindo~ e vi que fui indicada pela Mayara do blog Devaneadora de Ideias  para responder essa tag e me perguntei: Porque não? Vamos lá.

  • O escritor que te iniciou no mundo da leitura.
    Glorinha De Moura Novaes, escritora de E o Vento Levou… O balão de Joaninha. O primeiro livro que li sozinha, com três anos de idade.
  • Um escritor que te ganhou de volta e um que te perdeu para sempre.
    Não tive nenhuma decepção com os escritores que eu gosto/acompanho o trabalho, se não gosto de um livro acho isso bem normal, apenas penso que aquela história não é pra mim mas que pode ajudar muitas outras pessoas.
  • Um escritor brasileiro e um estrangeiro.
    Brasileiro, fico com Paulo Coelho por ter sido o primeiro que eu realmente parei para acompanhar as obras. Estrangeiro, Bukowski, por identificação de personalidade.
  • Um escritor “zona de conforto”.
    Paulo Coelho
  • Um escritor que você traria de volta dos mortos.
    Sem sombra de dúvidas o Ricardo Reis, tadinho. Tinha tanto medo da morte e aí vem o José Saramago e mata o coitado HAHAHA. Falando sério, Fernando Pessoa, meu preferido para sempre.

Não irei indicar uma galera específica, mas fica em aberto aí pra quem quiser fazer!

Por hoje é só, e até a próxima dose!

Operari phaulius

Estou novamente na mesa do bar
E torno a encher meu copo
Mas desta vez, de poesia
Com meu amigo Fernando e outras Pessoas.

Sinto o vento entrar
Sinto a vida passar
Fecho os olhos,  me deixo voar
Não, eu não quero sonhar.

Copos vazios e cheios me cercam
Garrafas de cerveja vêm e vão, e desta vez
Somente desta vez
Não ficam.
Eu também não ficarei.
Aguardo pelo cansaço e dor
O trabalho digno de me manter calada.
Estou cansada
Mas minha aflição chegou à um ponto em que não reflete em mais nada.

Quero poder saltar de um edifício
E me edificar ao invés disso.
Quando cair, talvez retornar
Mas desta vez com gosto, ao que insiste me maltratar.

Não, não quero mudar.
Quero permanecer assim
Mas um dia olharei para trás e em seus olhos verei o fim
Fim da tortura que tão mal continua a me recompensar.

Sinto a tontura e a ânsia divina
Sinto a ressaca se aproximar
Ao final, vomito palavras
Este mal chamado vida
Um dia irá me matar.