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NINHO DE FOGO – A MESTIÇA (VÍDEO RESENHA)

Já virou um hábito sumir daqui esse ano e, não se enganem, não estou bem com isso. Sempre que eu apareço digo que irei voltar, que estou tentando e tudo o mais. Talvez a verdade seja que eu quero tentar mas não estou conseguindo. Eu já me sinto uma pessoa bem sem garra, determinação… E aí a minha vida é imã para problemas. Se não consigo fazer as coisas sem complicações, imagina com elas.
Esse ano, sem sombra de dúvidas, foi um dos piores da minha vida. Desde o primeiro mês eu tive problemas, estive numa luta contra a porra do sistema (emprego) e depois de conseguir escapar tive que enfrentar os danos psicológicos causados por todo o estresse. Não houve um só mês em que eu não tive crises feias de depressão e ansiedade.
Por sorte, consegui um encaixe no psicólogo que meu marido vai e comecei as consultas em setembro. Posso dizer que já sinto uma melhora em alguns aspectos, mas ainda há muito para ser trabalhado. Como é em uma faculdade, agora eles já entraram em férias e ficarei sem consulta até as aulas voltarem, então terei que me virar sozinha. Um verdadeiro desafio.
Estive com esse novo projeto de fazer vídeos já que eu ando vivendo nesse inferno criativo da escrita, mas como eu disse, minha vida é imã para problemas. Logo que o box do Ninho de Fogo chegou, decidi que ia ler e fazer vídeos resenhando eles para vocês, já que é de uma autora brasileira e sinto no coração que devemos divulgar nossos autores. Decidi ler tudo e fazer a resenha da trilogia toda, mas logo que terminei, uma série de coisas aconteceu. Doença, clima péssimo pra gravar vídeo, falta de equipamento, falta de privacidade, falta de voz. Um caos. Na primeira oportunidade que tive, em novembro, sentei a bunda no banquinho e gravei. Aqui está:


Tive inúmeros problemas para gravar também. Eu gravo do meu celular e a qualidade já não é sensacional, mas devido a algumas razões eu tive que dar zoom e a qualidade caiu mais um pouco, mesmo eu pesquisando sobre alguns aplicativos de zoom. Tive problemas com o áudio, mesmo gravando ele separado em outro celular ficou ruim e optei por usar o da câmera mesmo. Tive inúmeras crises de ansiedade para gravar, já que sou completamente tímida e travada pra falar. Foram horas de gravação e deletando os péssimos resultados que obtive, até chegar nesse, que achei estar ok para uma iniciante. Com tudo isso, só consegui gravar a resenha do primeiro livro. Sim, eu disse que queria ler o box todo e gravar um vídeo resenha geral e eu realmente tentei, mas era informação demais pra um vídeo, então decidi separar mesmo. Agora estou aqui, esperando as circunstâncias abrirem pelo menos uma brechinha para que eu possa sentar e gravar os próximos.
Espero que tenham gostado, eu super recomendo essa trilogia sensacional. A Camila, além de ótima escritora, é uma pessoa extrovertida, educada e amigável, me respondeu em todos o lugares que entrei em contato com ela para mostrar esse vídeo. Ela também tem um canal, que já até recomendei aqui, falando sobre todo o processo de escrita dela e dando ótimas dicas. Os links para comprar o box e para o canal da Camila estão no box de informações do vídeo, não deixem de conferir!
O ano está acabando e, apesar de achar que isso não faz o menor sentido, desejo ter um começo bem melhor do que eu tive. Esse mês ainda irei postar uma crônica de natal que escrevi ano passado e não postei, então fiquem de olho! E se não for pedir demais, me enviem um pouquinho de força e energia positiva, para que o sangue, o sonho e os desejos de escritora voltem a correr pelo meu corpo.

Por hoje é só e até a próxima dose!

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Novo Projeto!

Não, eu não tinha desanimado novamente. Na verdade, demorei para passar por aqui por um motivo diferente dessa vez.

Acho que não faz sentido ser triste sozinha e gostaria de expandir mais as minhas dores. Não, não quero deixar o mundo todo triste. Mas não sei vocês, quando eu leio sobre protagonistas lindas e perfeitas eu não me sinto representada. Nem me traz conforto. Eu quero encontrar mais Eds (Eu Sou o Mensageiro, Markus Zusak), mais narradores ou agora Sebastians (Clube da Luta, Chuck Palahniuk), mais Charlies (As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky), mais Henrys (a maioria dos livros do Buk), enfim. Podemos ficar sozinhos juntos, como já dizia o Fall Out Boy. Saber que a maioria das pessoas tá na merda, muitas vezes não é negativo como parece. É uma outra forma de olhar para a própria vida e entender que não podemos parar agora. Todos esses personagens acima nos trouxeram ótimos plot twists e sei lá, acho que podemos escrever algumas linhas das nossas vidas. Nem tudo cabe a nós, mas acredito que a maioria cabe, sim.

Chega de enrolação, fiz um vídeo chamada com um poema exclusivo. Não tenho muitos recursos, então gravei com o que eu tinha mesmo e enchi de sentimento para ver se isso compensa a minha falta de dinheiro. A determinação para continuar aprendendo e aprimorando eu tenho, então me dêem um desconto nesse meu primeiro! Conto com o apoio de vocês, um comentário bacana, um like sincero. Sejam gentis!

Acredito que uma boa parte do meu incentivo foram as terríveis perdas que eu tive esse ano. Um amigo, Chris Cornell e Chester Bennington. Suicídio em todos os casos. Eu estive pelo twitter no dia que Chester morreu e tive que observar tanto comentário hipócrita sobre depressão e suicídio, que percebi que eu não poderia mais ficar calada. Eu convivo com essa doença. Eu tenho que lidar com ela todos os dias da minha vida. Dói muito perceber que as pessoas só dizem se importar quando uma perda acontece. Precisamos nos importar o tempo todo. Isso não significa forçar amizade ou relações com alguém por piedade, mas sim fazer o mínimo que se espera de um ser humano: ser gentil. E não ser gentil apenas com quem tem esse tipo de problema, mas com todos. Até porque não somos obrigados a carregar uma bandeira alertando ao restante das pessoas que somos sensíveis. Eu escrevo, logo, falo de sentimentos o tempo todo. Mas nem todo mundo é assim.

Comecei uma série de questionamentos pessoais depois disso, tentando entender que tipo de pessoa eu me tornei. Confesso não ter ficado muito feliz com o que percebi. Eu me isolei em cantos extremamente escuros do meu ser, afastando todas as pessoas que sentiam alguma vontade de se aproximar. Não posso continuar assim.
Todo mundo que me conhece, sabe que sou introvertida. Eu realmente não converso todos os dias e quando o assunto é longo, quase nunca respondo de imediato. Acordo chata vários e vários dias, mas isso é normal. É quem eu sou. Mas vou ao menos romper essa barreira que eu criei e voltar a intensificar os laços existentes na minha vida, e deixar que pessoas se aproximem também.

Eu não sou nenhuma guru de moda, nenhum exemplo de beleza a ser seguido. Não tenho mestrado em minecraft. Não sou extremamente engraçada. Logo, não posso falar sobre essas coisas.
Mas eu sei como é sentir coisas terríveis e conseguir transformar a dor em algumas palavras sublimes.
Lembrando a todos que sublime não é sinônimo de belo.
E também sou a criatura amante de filmes, animes, séries, emo e indie music, livros tristes e jogos de loucura. Estou sempre aberta a explorar esses assuntos! Hahaha.

Bom, é isso. O bar aumentou e sejam bem vindos para conhecer o novo espaço. Conto com vocês.

Por hoje é só e até a próxima dose!