Na mesa do bar

Livros de agosto!

Depois que eu saí do emprego, eu dei a louca e saí comprando livros para compensar todo o tempo que trabalhei e não comprei nenhum. Eu sempre tinha uma infinidade de coisas pra fazer e quando eu via, já não tinha mais dinheiro pra sequer pensar em livros. Como alguns de vocês já sabem, eu resolvi fazer um canal. E já que tomei essa decisão, também resolvi compartilhar por lá a chegada de novos livros na minha vida.
Em junho, comecei a acompanhar o canal da Camila Deus Dará, e depois de ficar muito encantada acabei comprando o box dos livros dela, que por sinal, chegou hoje. Eu tô muito ansiosa, vou comer os livros e provavelmente fazer um vídeo sobre. O de hoje é sobre os outros livros.


Eu tô bem contente com os livros novos. Vamos ver se consigo resenhar eles para vocês depois que eu terminar todos. No momento ainda estou lendo Sandman, no vídeo eu disse que o próximo seria Os Filhos de Anansi, mas com a chegada do box Ninho de Fogo ele vai ter que esperar um pouquinho, tô querendo conhecer o trabalho da Camila há meses!
E o outro livro do Bukowski que eu mencionei acabou chegando essa semana, então resolvi deixar pra falar sobre ele mês que vem. Isso se eu comprar livros o suficiente pra isso hahahah. Talvez eu faça outro book haul somente depois da Black Friday, mas tenho outras ideias para vídeos. Eu tenho que perder a vergonha da câmera, sabe.
Espero que tenham gostado, me deem uma ajudinha por lá! E adoraria saber se alguém aí já leu algum desses livros e o que achou.

Enfim, por hoje é só e até a próxima dose!

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Document your life 07/17

Com a chegada do meu novo projeto, chegaram também algumas ideias.
Acredito que muita gente conhece o Document Your Life project, então explicando resumidamente, a ideia consiste em filmar pedaços da sua vida durante o mês. Eu decidi participar porque além de ser um tipo de vídeo que gosto muito, é uma outra forma das pessoas me encontrarem. Não sei se existe tag popular pra vídeo poema afinal!
Os DYL que costumo assistir são um pouco mais longos, mas nesse meu primeiro eu quis fazer com o tema amigos, então ficou bem curto já que eu não saio tanto. E é bom começar curto, devagar, estou treinando ainda!

Acredito no sentimento das coisas e procuro colocar o máximo de mim no que faço. Explorar novos ramos artísticos é um desafio, porém, muito inspirador. Me pego pensando em coisas que eu nunca pensaria antes e me sinto expandir de uma maneira deliciosa.
Talvez com o tempo a gente desencane do medo de falar algo, ou de se expressar de maneira diferente, não sei. Mas é um sentimento libertador esse que corre em mim no momento, me dizendo para fazer tudo o que tenho vontade ainda que não venha a dar certo. Eu devo explorar.
Acredito que algo na minha vida vem me dizendo que não posso mais me esconder. Não se escondam voces também. Eu passo tanto tempo procurando textos e vídeos autenticos e a busca é longa até achar algo. Não é legal viver nesse mundo de cópia das cópias. Quero me soltar e mostrar minha vida como realmente ela é, sem maquiagem. Quero contar minhas ideias e escrever minhas coisas sem me preocupar tanto se estou agradando ou não. Quem tiver de me encontrar, assim será. Quero identificação, conexões.
Enfim, espero que gostem do vídeo de hoje!

Por hoje é só e até a próxima dose!

Novo Projeto!

Não, eu não tinha desanimado novamente. Na verdade, demorei para passar por aqui por um motivo diferente dessa vez.

Acho que não faz sentido ser triste sozinha e gostaria de expandir mais as minhas dores. Não, não quero deixar o mundo todo triste. Mas não sei vocês, quando eu leio sobre protagonistas lindas e perfeitas eu não me sinto representada. Nem me traz conforto. Eu quero encontrar mais Eds (Eu Sou o Mensageiro, Markus Zusak), mais narradores ou agora Sebastians (Clube da Luta, Chuck Palahniuk), mais Charlies (As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky), mais Henrys (a maioria dos livros do Buk), enfim. Podemos ficar sozinhos juntos, como já dizia o Fall Out Boy. Saber que a maioria das pessoas tá na merda, muitas vezes não é negativo como parece. É uma outra forma de olhar para a própria vida e entender que não podemos parar agora. Todos esses personagens acima nos trouxeram ótimos plot twists e sei lá, acho que podemos escrever algumas linhas das nossas vidas. Nem tudo cabe a nós, mas acredito que a maioria cabe, sim.

Chega de enrolação, fiz um vídeo chamada com um poema exclusivo. Não tenho muitos recursos, então gravei com o que eu tinha mesmo e enchi de sentimento para ver se isso compensa a minha falta de dinheiro. A determinação para continuar aprendendo e aprimorando eu tenho, então me dêem um desconto nesse meu primeiro! Conto com o apoio de vocês, um comentário bacana, um like sincero. Sejam gentis!

Acredito que uma boa parte do meu incentivo foram as terríveis perdas que eu tive esse ano. Um amigo, Chris Cornell e Chester Bennington. Suicídio em todos os casos. Eu estive pelo twitter no dia que Chester morreu e tive que observar tanto comentário hipócrita sobre depressão e suicídio, que percebi que eu não poderia mais ficar calada. Eu convivo com essa doença. Eu tenho que lidar com ela todos os dias da minha vida. Dói muito perceber que as pessoas só dizem se importar quando uma perda acontece. Precisamos nos importar o tempo todo. Isso não significa forçar amizade ou relações com alguém por piedade, mas sim fazer o mínimo que se espera de um ser humano: ser gentil. E não ser gentil apenas com quem tem esse tipo de problema, mas com todos. Até porque não somos obrigados a carregar uma bandeira alertando ao restante das pessoas que somos sensíveis. Eu escrevo, logo, falo de sentimentos o tempo todo. Mas nem todo mundo é assim.

Comecei uma série de questionamentos pessoais depois disso, tentando entender que tipo de pessoa eu me tornei. Confesso não ter ficado muito feliz com o que percebi. Eu me isolei em cantos extremamente escuros do meu ser, afastando todas as pessoas que sentiam alguma vontade de se aproximar. Não posso continuar assim.
Todo mundo que me conhece, sabe que sou introvertida. Eu realmente não converso todos os dias e quando o assunto é longo, quase nunca respondo de imediato. Acordo chata vários e vários dias, mas isso é normal. É quem eu sou. Mas vou ao menos romper essa barreira que eu criei e voltar a intensificar os laços existentes na minha vida, e deixar que pessoas se aproximem também.

Eu não sou nenhuma guru de moda, nenhum exemplo de beleza a ser seguido. Não tenho mestrado em minecraft. Não sou extremamente engraçada. Logo, não posso falar sobre essas coisas.
Mas eu sei como é sentir coisas terríveis e conseguir transformar a dor em algumas palavras sublimes.
Lembrando a todos que sublime não é sinônimo de belo.
E também sou a criatura amante de filmes, animes, séries, emo e indie music, livros tristes e jogos de loucura. Estou sempre aberta a explorar esses assuntos! Hahaha.

Bom, é isso. O bar aumentou e sejam bem vindos para conhecer o novo espaço. Conto com vocês.

Por hoje é só e até a próxima dose!

Desabafos e indicações

Quase um mês se passou desde que saí do emprego, e tenho me sentido melhor, confesso. Porém, também tenho estado deprimida. Pra quem não sabe, se é que não é óbvio, eu tenho depressão. Se dificuldades para escrever e bloqueios acontecem com qualquer pessoa que escreve, imagina só quando há a necessidade de lidar com problemas psicológicos o tempo todo barrando você. É péssimo. Então, quando os neurotransmissores não estão trabalhando direitinho, eu fico deprimida. Estando deprimida, não consigo fazer nada do que eu deveria fazer e perco a vontade de todas as coisas que geralmente costumo gostar. Só que isso gera o maldito ciclo vicioso: não consigo escrever porque estou deprimida e fico deprimida porque não estou conseguindo escrever. Entende como é complicado?

Só que nos últimos dias eu tenho andado irritada com tudo isso. Agora que tenho tempo, resolvi procurar tratamento, mas nada é simples na vida não é mesmo? Alguns problemas aconteceram pra ir adiando algo que poderia me ajudar. Em algum outro mês eu teria deixado pra lá e me afundado na tristeza que costuma me cercar, mas não nesse. Não agora.
Eu estou cansada. Cansada de esperar o dia em que estarei bem, o dia que a vontade de escrever vai bater com tudo, o dia que a inspiração vai entrar com o sol pela minha janela e eu vou sentar a bunda na cadeira e escrever como nunca. Escrever coisas fantásticas.
Decidi que eu deveria bater de frente com toda essa angústia, não me deixar vencer fácil como eu venho fazendo. Cansei de ter meus objetivos roubados de mim, meus prazeres.

O que aconteceu foi que nesse meu ápice de cansaço de estar deprimida, eu vi  alguns vídeos de escritoras nacionais dando algumas dicas sobre o processo de escrita de livros, falando sobre criatividade, bloqueio e todas as dúvidas que cercam o universo dos escritores. Tenho que dizer aqui que os primeiros vídeos que eu vi não me ajudaram em nada, pelo contrário, me deixaram pior. É cada escritor que a gente vê nesse país, que dá um certo desespero, sabe? Tanta gente convencida de si mesma, que gasta horas na frente de uma câmera apenas enaltecendo seu dom e sua capacidade, sua garra… Isso não é de ajuda alguma pra mim. Só que o Youtube é uma maravilha às vezes, e graças à essas clicadas de azar, começaram a surgir sugestões excelentes na minha página inicial. Uma delas foi o canal da Camila Deus Dará, autora da trilogia Ninho de Fogo. Logo de primeira eu fui com a cara dela, dona de um olhar sincero, não parecia estar ali para se glorificar e diminuir outros. Pelo contrário, os vídeos dela serviram para me motivar ao invés de me desanimar como os anteriores acabaram fazendo.


Eu ainda não li os livros dela, estou esperando sair o box e aí compro completinho!
Não sei se esse post chegará até ela, mas: Camila, você é uma pessoa encantadora e forte. Obrigada por dedicar tempo da sua vida tão cheia de coisas para ajudar outros escritores. Seus vídeos estão sendo muito importantes pra mim, nessa fase difícil da minha vida. Desejo todo o sucesso do mundo.

E foi vendo os vídeos da Camila que eu acabei encontrando a Gaby Brandalise, outro serzinho maravilhoso! Ela explica as coisas de uma maneira fácil de entender, sempre dá exemplos engraçados e é uma pessoa cativante. Quando estou assistindo os vídeos dela, sinto que ela está aqui em casa numa espécie de festa do pijama, varando a noite me dando conselhos e me motivando a fazer alguma coisa. Bom, cá estou eu. E aqui está ela:


Gaby, obrigada pelo seu trabalho maravilhoso! Se eu ainda morasse em Curitiba, ia querer te dar um abraço. Você tem me ajudado muito, sem contar que é uma exelente companhia pra noite. Desejo muito sucesso para você e mal vejo a hora de ler sua história. Eu tentei pelo Wattpad, mas toda vez que eu clico no link aparece que a história foi removida.

Esse post além de desabafo, serve como agradecimento. É difícil encontrar ajuda sincera nos tempos de hoje, ainda mais vinda de outros escritores, que geralmente não querem ver ninguém crescer. Então espero que se mais alguém por aqui estiver com probleminhas para escrever ou apenas quiser algumas dicas mesmo, goste da minha indicação de vídeos dessas mulheres maravilhosas!

Por hoje é só, e até a próxima dose!

De volta para as séries! O que assisti em 2016

Eu sei, eu disse que voltaria antes do ano acabar, mas acabei viajando para o sítio e não tinha vestígio qualquer de sinal, internet ou o que fosse. A gente reclama, mas acaba sendo ótimo dar um tempo dessas coisas e curtir o que está na nossa frente. Por mais que eu ame minhas séries, eu não queria ter voltado para a cidade. Ou pelo menos não tão cedo, né?
Depois que eu assisti Breaking Bad em 2013, passei por uma depressão pós-série danada. Quem me conhece sabe que essa é minha série preferida e sempre vai ser, ao lado de Friends. Não tem como escolher uma ou outra, até porque elas não têm nada em comum além de serem muito bem feitas. O que aconteceu nessa depressão pós-série foi que nada parecia bom o suficiente para mim, fiquei mais de um ano sem começar série nenhuma, focada apenas em animes e filmes e continuando apenas as séries que eu já assistia antes desse evento drástico, que eram Once Upon a Time e The Walking Dead (que por sinal, foram as duas séries que abandonei em 2016 e no final irei falar o porquê).

No começo de 2016, meu namorado colocou um episódio de Fringe para assistir comigo, sem compromisso. Só que eu me apaixonei completamente pelo enredo e personagens e acabou sendo a série que me trouxe de volta para esse mundo. Eu ainda não tinha voltado completamente, por exemplo, a arte de devorar séries estava fora de questão. Assisti num ritmo lento, por assim dizer, mas acho que foi o melhor a ser feito, já que não é uma série super leve e fácil de assistir. Terminei a quinta temporada agora em Dezembro, e já sinto saudades da Olivia, que entrou pra lista de personagens femininas fodas, por carregar uma força imensa e ainda assim saber ser sentimental. A série ganhou meu coração, e dou 5 estrelas para ela.
Logo que voltei para o mundinho Netflix também comecei algumas séries sozinha, e uma delas foi Friends. Essa é uma história engraçada. Tenho um amigo que sempre me falava de Friends e de como eu ia gostar e como era legal e como era isso e aquilo e eu apenas revirava os olhos e falava: “Cara, não vou gastar meu tempo para assistir uma série enorme igual Friends. TEM 10 TEMPORADAS COM MAIS DE 20 EPISÓDIOS CADA!!!!”
Quem me conhece também sabe que não costumo ter paciência para coisas longas. O que me fez mudar de ideia esse ano, foi passar tempo demais no tumblr (para quem quiser stalkear ou me seguir: a little bit bad ) e por lá sempre encontro muitos gifs de Friends. E eu gostava deles. Eu me identificava com eles. Principalmente com os do Joey sobre pizza ou qualquer outra comida. Eu reblogava eles. Então comecei a pensar “Meu, não tem como uma série ter tanto gif legal e não ser boa… Deve ser exatamente por isso que faz tanto sucesso e tem tanta temporada! Vou dar uma chance. Posso assistir sem compromisso, só quando der vontade”. HOW NAIVE! Na primeira temporada eu já estava apaixonada. Na terceira eu estava entregue. Quarta e quinta eu assisti em uma semana porque não me aguentei, eu tinha estabelecido que iria assistir uma temporada por mês, para garantir que eles ficassem um tempo considerável na minha vida, já que eu não tive a felicidade de ter os dez anos, mas nessas temporadas eu não consegui. Agora estou mais controlada, confesso. Só não terminei a série ainda por causa desse meu autocontrole, e nem preciso terminar para ter a certeza de que se tornou minha preferida junto com BrBa.
Nesse ano que se foi também tive a companhia de Scream, não aguento mais esperar a nova temporada por sinal! Eu sou fã de um gore com suspense no meio, então só imaginem minha felicidade ao descobrir essa série.
Também comecei Downton Abbey, estou apaixonada por essa! E comecei e terminei Land Girls e Black Mirror. Acho que estou na vibe de séries com temática antiga, guerra e afins. Enfim!

Agora, vou explicar porque abandonei Once Upon a Time e The Walking Dead. Quando algo começa a ficar longo demais mesmo tendo um enredo fechado e centralizado, fica exaustivo, a história se perde ou cria novos caminhos para seguir que nem sempre vai agradar quem começou a série por causa do tema central. Cada temporada tem um plot, mas esses precisam ter algo em comum, que ao juntar, faça sentido para toda a história. Once Upon a Time não soube lidar com isso, e sinceramente nem sei mais do que essa série se trata, o que os diretores querem passar. Está recheada de relacionamento sem graça (vulgo C$), coisas desnecessárias e a maioria dos personagens estão em pausa de evolução, simplesmente não crescem mais. Toda história precisa de uma progressão significativa, caso o contrario, não vai me prender. Essa série quebrou meu coração de várias maneiras, e me dói muito ter abandonado, deixado pra lá atores que eu gosto muito, mas melhor assim do que continuar perdendo meu tempo com algo tremendamente ruim.
Já em The Walking Dead, acho que fiquei cansada mesmo, faltou paciência. E saber que a série está longe de acabar não ajudou em nada. Nenhum motivo específico e também nenhuma frustração com os personagens, eu continuo amando zumbis, a Carol, Daryl, Michonne, Meg e Glenn (sdds). Apenas já deu.

E vocês, que séries fizeram parte de suas vidas em 2016? Quais farão esse ano? Quais serão abandonadas? Boa sorte na escolha!

Por hoje é só, e até a próxima dose!

LIVROS LIDOS EM 2016

Olá! Como vão os copos nesse final de ano? Espero que cheios. Pra variar andei sumida, parada nunca, mas sumida mesmo. Eu, vivendo dentro dessa cabeça meio doida acabei resolvendo passar uma porção de dias internada nas minhas séries e também andei desenhando e tentando aprender a lidar com a aquarela. Dei mais atenção para o meu livro, escrevi, decidi o rumo das coisas… Enfim, acredito que seja saudável sumir de tudo quanto é canto às vezes. O grande problema é que eu não sumo só às vezes não é hahah.

Mas hoje eu vim até aqui concluir as leituras do ano. Nesse post aqui eu planejei um pouquinho as coisas que eu estava interessa em ler, para quem não viu e quiser conferir é só clicar no link. Vamos ver o que eu consegui completar ou iniciar e o que fica para o famigerado 2017.

Literatura Brasileira – Li poucos livros nacionais esse ano, que foram 20 Anos de Poesia, Dom Casmurro, Tratado Sobre o Coração das Coisas Ditas, O Xangô de Baker Street, Impublicável e Passageiro da Linha Tênue. Vou falar rapidamente sobre cada um, la vai:
20 Anos de Poesia – Mario Quintana: É daqueles livros que você tem vontade de grifar várias frases e tirar fotos de várias poesias. Muito gostoso de ler, leve. Poemas separados por assunto.
Dom Casmurro – Machado de Assis: Nunca imaginei que eu fosse dizer isso, mas eu me diverti muito lendo. Acabei perdendo finalmente o meu preconceito, pois adorei o livro. Quanto a minha opinião, eu acho que a Capitu traiu sim o Bentinho, mas também não sei se sou confiável já que sou tremendamente ciumenta, hahaha.
Tratado Sobre o Coração das Coisas Ditas – Ni Brisant: Autor Independente, das quebradinhas aqui de SP. Sério gente, corram atrás de ler os livros dele. Ele tem uma escrita sensacional, bem gostosa mesmo. Esse que li é um livro com poemas.
O Xangô de Baker Street – Jô Soares: Uma versão brasileira muito bem humorada sobre Sherlock Holmes, a aventura não publicada dele. Me arrancou muitas gargalhadas e me diverti no processo de tentar encontrar o culpado. Pra variar, não consegui.
Impublicável – Gracco Oliveira: Quatro contos curtos bem contados, livrete feito a mão que consegui em um Sarau de poesia que eu fui.
Passageiro da Linha Tênue – Thiago de Freitas Peixoto: Livrinho de bolso com frases criativas e fotografias maravilhosas de pessoas no metrô ao fundo. Quando você folheia rapidinho, as pessoas estão em movimento. Incrível, bonito e bem feito. Também consegui no Sarau de poesia.

John Fante – Consegui pelo menos ler um, e escolhi o Pergunte ao Pó. Adorei, vi muita semelhança com os livros do Bukowski, que por sinal, fez o prefácio da edição que li. Ler um autor que é inspiração para um de seus escritores favoritos é uma ótima experiência, ainda mais pra quem escreve. Acho que lendo os dois, consegui entender o que é se inspirar, admirar algo e mesmo assim ter um estilo seu, não copiar nada. Quero poder ler mais livros dele no decorrer do ano que vem.

Percy Jackson e os Olimpianos – Finalmente terminei a saga! Eu estava vivendo uma maldição, nunca tinha terminado uma saga sequer. E para quebrar o feitiço, antes de terminar Percy Jackson eu resolvi terminar a primeira saga que comecei na vida, que foi Crepúsculo. E confesso que gostei, terminar de ler já adulto, algo iniciado na adolescência, revela muita coisa sobre nós. Mas voltando ao PJ, eu sofri e sorri muito ao terminar a saga. Foi muito mais incrível e surpreendente do que eu esperava. Eu lia achando que sabia exatamente o que ia acontecer e dava com a cara no poste quando as coisas eram reveladas. Adorei isso! Não sei se pretendo começar as sagas que vieram depois e que tem ligação com essa, pois não quero focar em sagas em 2017, já me basta terminar todas as outras incompletas. Mas essa ficou com o meu coração.

Livros no idioma original – Não consegui ler nenhum! Isso me chateia muito, até porque o valor deles costuma ser bem caro, e mesmo na Black Friday não encontrei nenhum dos que eu havia listado. Leitura transferida para o ano que vem.

Edgar Allan Poe – Também não consegui ler mais nada. Em uma feira de livros que estava rolando em um shopping aqui perto, encontrei um livro dele numa edição maravilhosa por apenas R$10,00 e eu não tinha um centavo no bolso, e eles não aceitavam cartão. Foi bem triste. Também transfiro essa para o ano que vem, e essa leitura vai ser uma das obrigatórias!

Fechei o ano com o total de 27 livros lidos e duas HQs. Considero pouquíssimo, mas tenho em mente que também aproveitei meu tempo me dedicando a outras coisas que gosto muito, e uma delas é séries. Estou preparando um post sobre esse assunto para amanhã, confiram! Para finalizar, vou deixar aqui a lista completa das minhas leituras do ano, para o caso de se interessarem. Indico todos eles, não me arrependi de nenhum!

• Coraline (HQ) – Neil Gaiman
• 80 Anos de Poesia – Mario Quintana
• Dom Casmurro – Machado de Assis
• O Xangô de Baker Street – Jô Soares
• Nota Falsa – Tolstói
• Cartas na Rua – Bukowski
• Mulheres – Bukowski
• O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio – Bukowski
• O Nascimento da Tragédia – Nietzsche
• Um Sussurro nas Trevas – H.P. Lovecraft
• O Tamanho do Céu – Thrity Umrigar
• Para Sempre Alice – Lisa Genova
• Mortal Engines –Philip Reeve
• Amanhecer – Stephenie Meyer
• A Breve Segunda Vida de Bree Tanner – Stephenie Meyer
• PC Siqueira Está Morto – Alexandre Matias (sim, eu li por motivos de: não foi o PC quem escreveu, e eu gosto dele e da sinceridade dele).
• Tratado Sobre o Coração das Coisas Ditas – Ni Brisant
• A Maldição do Titã – Rick Riordan
• A Batalha do Labirinto – Rick Riordan
• O Último Olimpiano – Rick Riordan
• Cidade de Vidro – Cassandra Clare
• Pergunte ao Pó – John Fante
• A Metamorfose – Kafka
• 23 Histórias de Um Viajante – Marina Colasanti
• Fino Sangue – Marina Colasanti
• Clube da Luta 2 (HQ) – Chuck Palahniuk
• Impublicável – Gracco Oliveira
• Passageiro da Linha Tênue – Thiago de Freitas Peixoto
• Deuses Americanos – Neil Gaiman

Por hoje é só, e até a próxima dose!

Introversão crônica

Estranho o sentimento de ainda me surpreender com quem eu realmente sou. Lembro da infância, eu sempre estava rodeada de crianças, tinha vários amigos, e quando chegava vizinho novo na rua eu era a primeira a ir puxar um assunto. Hoje, me deparei com esse ser completamente diferente que sou. Dificilmente me interesso em fazer amizades e na verdade, mal tenho conseguido manter as de sempre. Gosto de silêncio. Gosto da organização, da minha cama, chás, boa música e a companhia da única pessoa que eu nunca estou enjoada no mundo. Raramente sinto vontade de sair de casa. Sou outra pessoa mesmo, e aí me pergunto onde é que o meu eu da infância foi parar.
Nesse mundo cheio de tecnologias, podemos ter nossas dúvidas sanadas rapidamente, manter várias conversas ao mesmo tempo e me aproveitando disso, vira e mexe estou tentando ser uma pessoa ~popular~ . Mas no meio dessa loucura toda eu percebo que não me adaptei e talvez eu nunca vá.
Acho legal o fato da maioria das pessoas que eu conheço conhecerem várias pessoas pessoalmente e virtualmente, conseguirem manter conversa com todas elas no Whatsapp, serem populares na internet e ter uma vida badalada fora dela. Eu tenho meus amigos, virtuais ou não, e amo todos eles. Só que sinto que não estou adaptada a essa coisa de várias coisas ao mesmo tempo. Eu gosto de saborear uma coisa de cada vez. Aproveitar cada conversinha, estar entregue a ela. Eu não converso com meus amigos todos os dias e por isso quando estou conversando com um alguém, geralmente é só com esse alguém mesmo. No máximo, consigo manter um diálogo interessante com umas duas pessoas, eu acho. E há também esse fato “recém” descoberto de eu ser introspectiva. Eu sou meio assim sempre, mas há também as fases de introspecção, e elas são longas.
As pessoas me veem por aí curtindo e compartilhando coisas, mas nunca estou falando com alguém e sempre tem um amiguinho no vácuo em alguma rede social. Não é não gostar das pessoas ou não saber ter amigos. A verdade é que converso muito comigo mesma. Sempre tenho aqueles dias em que quero chegar em casa, colocar meu pijama, jogar no celular, ver vídeos, aprender alguma coisa, mudar minha ideia a respeito de algo, ou apenas ouvir música E SÓ OUVIR MÚSICA MESMO, porque é um momento sagrado pra mim. Uma das coisas que mais detesto é quando estou no meu mundo, sentindo os instrumentos, inserida na letra e alguém vem falar comigo. Pauso a música. Fico chateada. Fico mesmo, odeio conversar ouvindo música. É chatice minha, eu sei, mas acredito que todos os individualistas perdidos por aí vão concordar que todos nós temos alguma chatice do tipo. Não sei se ser filha única tem influência nisso, talvez.
Mas não tento mudar, nem quero. Gosto de ser assim. Mas talvez um dia eu mude, afinal, se surpreender com quem somos é algo que nunca irá parar. Quando achamos que nos conhecemos completamente, mudamos, e então temos que nos conhecer novamente. Não há uma idade, uma fase da vida em que seremos definitivamente algo ou que nossa construção de nós mesmos estará completa, porque os upgrades são feitos diariamente, e pelo resto de nossas vidas.

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DARIA

Por hoje é só, e até a próxima dose!