De volta para as séries! O que assisti em 2016

Eu sei, eu disse que voltaria antes do ano acabar, mas acabei viajando para o sítio e não tinha vestígio qualquer de sinal, internet ou o que fosse. A gente reclama, mas acaba sendo ótimo dar um tempo dessas coisas e curtir o que está na nossa frente. Por mais que eu ame minhas séries, eu não queria ter voltado para a cidade. Ou pelo menos não tão cedo, né?
Depois que eu assisti Breaking Bad em 2013, passei por uma depressão pós-série danada. Quem me conhece sabe que essa é minha série preferida e sempre vai ser, ao lado de Friends. Não tem como escolher uma ou outra, até porque elas não têm nada em comum além de serem muito bem feitas. O que aconteceu nessa depressão pós-série foi que nada parecia bom o suficiente para mim, fiquei mais de um ano sem começar série nenhuma, focada apenas em animes e filmes e continuando apenas as séries que eu já assistia antes desse evento drástico, que eram Once Upon a Time e The Walking Dead (que por sinal, foram as duas séries que abandonei em 2016 e no final irei falar o porquê).

No começo de 2016, meu namorado colocou um episódio de Fringe para assistir comigo, sem compromisso. Só que eu me apaixonei completamente pelo enredo e personagens e acabou sendo a série que me trouxe de volta para esse mundo. Eu ainda não tinha voltado completamente, por exemplo, a arte de devorar séries estava fora de questão. Assisti num ritmo lento, por assim dizer, mas acho que foi o melhor a ser feito, já que não é uma série super leve e fácil de assistir. Terminei a quinta temporada agora em Dezembro, e já sinto saudades da Olivia, que entrou pra lista de personagens femininas fodas, por carregar uma força imensa e ainda assim saber ser sentimental. A série ganhou meu coração, e dou 5 estrelas para ela.
Logo que voltei para o mundinho Netflix também comecei algumas séries sozinha, e uma delas foi Friends. Essa é uma história engraçada. Tenho um amigo que sempre me falava de Friends e de como eu ia gostar e como era legal e como era isso e aquilo e eu apenas revirava os olhos e falava: “Cara, não vou gastar meu tempo para assistir uma série enorme igual Friends. TEM 10 TEMPORADAS COM MAIS DE 20 EPISÓDIOS CADA!!!!”
Quem me conhece também sabe que não costumo ter paciência para coisas longas. O que me fez mudar de ideia esse ano, foi passar tempo demais no tumblr (para quem quiser stalkear ou me seguir: a little bit bad ) e por lá sempre encontro muitos gifs de Friends. E eu gostava deles. Eu me identificava com eles. Principalmente com os do Joey sobre pizza ou qualquer outra comida. Eu reblogava eles. Então comecei a pensar “Meu, não tem como uma série ter tanto gif legal e não ser boa… Deve ser exatamente por isso que faz tanto sucesso e tem tanta temporada! Vou dar uma chance. Posso assistir sem compromisso, só quando der vontade”. HOW NAIVE! Na primeira temporada eu já estava apaixonada. Na terceira eu estava entregue. Quarta e quinta eu assisti em uma semana porque não me aguentei, eu tinha estabelecido que iria assistir uma temporada por mês, para garantir que eles ficassem um tempo considerável na minha vida, já que eu não tive a felicidade de ter os dez anos, mas nessas temporadas eu não consegui. Agora estou mais controlada, confesso. Só não terminei a série ainda por causa desse meu autocontrole, e nem preciso terminar para ter a certeza de que se tornou minha preferida junto com BrBa.
Nesse ano que se foi também tive a companhia de Scream, não aguento mais esperar a nova temporada por sinal! Eu sou fã de um gore com suspense no meio, então só imaginem minha felicidade ao descobrir essa série.
Também comecei Downton Abbey, estou apaixonada por essa! E comecei e terminei Land Girls e Black Mirror. Acho que estou na vibe de séries com temática antiga, guerra e afins. Enfim!

Agora, vou explicar porque abandonei Once Upon a Time e The Walking Dead. Quando algo começa a ficar longo demais mesmo tendo um enredo fechado e centralizado, fica exaustivo, a história se perde ou cria novos caminhos para seguir que nem sempre vai agradar quem começou a série por causa do tema central. Cada temporada tem um plot, mas esses precisam ter algo em comum, que ao juntar, faça sentido para toda a história. Once Upon a Time não soube lidar com isso, e sinceramente nem sei mais do que essa série se trata, o que os diretores querem passar. Está recheada de relacionamento sem graça (vulgo C$), coisas desnecessárias e a maioria dos personagens estão em pausa de evolução, simplesmente não crescem mais. Toda história precisa de uma progressão significativa, caso o contrario, não vai me prender. Essa série quebrou meu coração de várias maneiras, e me dói muito ter abandonado, deixado pra lá atores que eu gosto muito, mas melhor assim do que continuar perdendo meu tempo com algo tremendamente ruim.
Já em The Walking Dead, acho que fiquei cansada mesmo, faltou paciência. E saber que a série está longe de acabar não ajudou em nada. Nenhum motivo específico e também nenhuma frustração com os personagens, eu continuo amando zumbis, a Carol, Daryl, Michonne, Meg e Glenn (sdds). Apenas já deu.

E vocês, que séries fizeram parte de suas vidas em 2016? Quais farão esse ano? Quais serão abandonadas? Boa sorte na escolha!

Por hoje é só, e até a próxima dose!

LIVROS LIDOS EM 2016

Olá! Como vão os copos nesse final de ano? Espero que cheios. Pra variar andei sumida, parada nunca, mas sumida mesmo. Eu, vivendo dentro dessa cabeça meio doida acabei resolvendo passar uma porção de dias internada nas minhas séries e também andei desenhando e tentando aprender a lidar com a aquarela. Dei mais atenção para o meu livro, escrevi, decidi o rumo das coisas… Enfim, acredito que seja saudável sumir de tudo quanto é canto às vezes. O grande problema é que eu não sumo só às vezes não é hahah.

Mas hoje eu vim até aqui concluir as leituras do ano. Nesse post aqui eu planejei um pouquinho as coisas que eu estava interessa em ler, para quem não viu e quiser conferir é só clicar no link. Vamos ver o que eu consegui completar ou iniciar e o que fica para o famigerado 2017.

Literatura Brasileira – Li poucos livros nacionais esse ano, que foram 20 Anos de Poesia, Dom Casmurro, Tratado Sobre o Coração das Coisas Ditas, O Xangô de Baker Street, Impublicável e Passageiro da Linha Tênue. Vou falar rapidamente sobre cada um, la vai:
20 Anos de Poesia – Mario Quintana: É daqueles livros que você tem vontade de grifar várias frases e tirar fotos de várias poesias. Muito gostoso de ler, leve. Poemas separados por assunto.
Dom Casmurro – Machado de Assis: Nunca imaginei que eu fosse dizer isso, mas eu me diverti muito lendo. Acabei perdendo finalmente o meu preconceito, pois adorei o livro. Quanto a minha opinião, eu acho que a Capitu traiu sim o Bentinho, mas também não sei se sou confiável já que sou tremendamente ciumenta, hahaha.
Tratado Sobre o Coração das Coisas Ditas – Ni Brisant: Autor Independente, das quebradinhas aqui de SP. Sério gente, corram atrás de ler os livros dele. Ele tem uma escrita sensacional, bem gostosa mesmo. Esse que li é um livro com poemas.
O Xangô de Baker Street – Jô Soares: Uma versão brasileira muito bem humorada sobre Sherlock Holmes, a aventura não publicada dele. Me arrancou muitas gargalhadas e me diverti no processo de tentar encontrar o culpado. Pra variar, não consegui.
Impublicável – Gracco Oliveira: Quatro contos curtos bem contados, livrete feito a mão que consegui em um Sarau de poesia que eu fui.
Passageiro da Linha Tênue – Thiago de Freitas Peixoto: Livrinho de bolso com frases criativas e fotografias maravilhosas de pessoas no metrô ao fundo. Quando você folheia rapidinho, as pessoas estão em movimento. Incrível, bonito e bem feito. Também consegui no Sarau de poesia.

John Fante – Consegui pelo menos ler um, e escolhi o Pergunte ao Pó. Adorei, vi muita semelhança com os livros do Bukowski, que por sinal, fez o prefácio da edição que li. Ler um autor que é inspiração para um de seus escritores favoritos é uma ótima experiência, ainda mais pra quem escreve. Acho que lendo os dois, consegui entender o que é se inspirar, admirar algo e mesmo assim ter um estilo seu, não copiar nada. Quero poder ler mais livros dele no decorrer do ano que vem.

Percy Jackson e os Olimpianos – Finalmente terminei a saga! Eu estava vivendo uma maldição, nunca tinha terminado uma saga sequer. E para quebrar o feitiço, antes de terminar Percy Jackson eu resolvi terminar a primeira saga que comecei na vida, que foi Crepúsculo. E confesso que gostei, terminar de ler já adulto, algo iniciado na adolescência, revela muita coisa sobre nós. Mas voltando ao PJ, eu sofri e sorri muito ao terminar a saga. Foi muito mais incrível e surpreendente do que eu esperava. Eu lia achando que sabia exatamente o que ia acontecer e dava com a cara no poste quando as coisas eram reveladas. Adorei isso! Não sei se pretendo começar as sagas que vieram depois e que tem ligação com essa, pois não quero focar em sagas em 2017, já me basta terminar todas as outras incompletas. Mas essa ficou com o meu coração.

Livros no idioma original – Não consegui ler nenhum! Isso me chateia muito, até porque o valor deles costuma ser bem caro, e mesmo na Black Friday não encontrei nenhum dos que eu havia listado. Leitura transferida para o ano que vem.

Edgar Allan Poe – Também não consegui ler mais nada. Em uma feira de livros que estava rolando em um shopping aqui perto, encontrei um livro dele numa edição maravilhosa por apenas R$10,00 e eu não tinha um centavo no bolso, e eles não aceitavam cartão. Foi bem triste. Também transfiro essa para o ano que vem, e essa leitura vai ser uma das obrigatórias!

Fechei o ano com o total de 27 livros lidos e duas HQs. Considero pouquíssimo, mas tenho em mente que também aproveitei meu tempo me dedicando a outras coisas que gosto muito, e uma delas é séries. Estou preparando um post sobre esse assunto para amanhã, confiram! Para finalizar, vou deixar aqui a lista completa das minhas leituras do ano, para o caso de se interessarem. Indico todos eles, não me arrependi de nenhum!

• Coraline (HQ) – Neil Gaiman
• 80 Anos de Poesia – Mario Quintana
• Dom Casmurro – Machado de Assis
• O Xangô de Baker Street – Jô Soares
• Nota Falsa – Tolstói
• Cartas na Rua – Bukowski
• Mulheres – Bukowski
• O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio – Bukowski
• O Nascimento da Tragédia – Nietzsche
• Um Sussurro nas Trevas – H.P. Lovecraft
• O Tamanho do Céu – Thrity Umrigar
• Para Sempre Alice – Lisa Genova
• Mortal Engines –Philip Reeve
• Amanhecer – Stephenie Meyer
• A Breve Segunda Vida de Bree Tanner – Stephenie Meyer
• PC Siqueira Está Morto – Alexandre Matias (sim, eu li por motivos de: não foi o PC quem escreveu, e eu gosto dele e da sinceridade dele).
• Tratado Sobre o Coração das Coisas Ditas – Ni Brisant
• A Maldição do Titã – Rick Riordan
• A Batalha do Labirinto – Rick Riordan
• O Último Olimpiano – Rick Riordan
• Cidade de Vidro – Cassandra Clare
• Pergunte ao Pó – John Fante
• A Metamorfose – Kafka
• 23 Histórias de Um Viajante – Marina Colasanti
• Fino Sangue – Marina Colasanti
• Clube da Luta 2 (HQ) – Chuck Palahniuk
• Impublicável – Gracco Oliveira
• Passageiro da Linha Tênue – Thiago de Freitas Peixoto
• Deuses Americanos – Neil Gaiman

Por hoje é só, e até a próxima dose!

Introversão crônica

Estranho o sentimento de ainda me surpreender com quem eu realmente sou. Lembro da infância, eu sempre estava rodeada de crianças, tinha vários amigos, e quando chegava vizinho novo na rua eu era a primeira a ir puxar um assunto. Hoje, me deparei com esse ser completamente diferente que sou. Dificilmente me interesso em fazer amizades e na verdade, mal tenho conseguido manter as de sempre. Gosto de silêncio. Gosto da organização, da minha cama, chás, boa música e a companhia da única pessoa que eu nunca estou enjoada no mundo. Raramente sinto vontade de sair de casa. Sou outra pessoa mesmo, e aí me pergunto onde é que o meu eu da infância foi parar.
Nesse mundo cheio de tecnologias, podemos ter nossas dúvidas sanadas rapidamente, manter várias conversas ao mesmo tempo e me aproveitando disso, vira e mexe estou tentando ser uma pessoa ~popular~ . Mas no meio dessa loucura toda eu percebo que não me adaptei e talvez eu nunca vá.
Acho legal o fato da maioria das pessoas que eu conheço conhecerem várias pessoas pessoalmente e virtualmente, conseguirem manter conversa com todas elas no Whatsapp, serem populares na internet e ter uma vida badalada fora dela. Eu tenho meus amigos, virtuais ou não, e amo todos eles. Só que sinto que não estou adaptada a essa coisa de várias coisas ao mesmo tempo. Eu gosto de saborear uma coisa de cada vez. Aproveitar cada conversinha, estar entregue a ela. Eu não converso com meus amigos todos os dias e por isso quando estou conversando com um alguém, geralmente é só com esse alguém mesmo. No máximo, consigo manter um diálogo interessante com umas duas pessoas, eu acho. E há também esse fato “recém” descoberto de eu ser introspectiva. Eu sou meio assim sempre, mas há também as fases de introspecção, e elas são longas.
As pessoas me veem por aí curtindo e compartilhando coisas, mas nunca estou falando com alguém e sempre tem um amiguinho no vácuo em alguma rede social. Não é não gostar das pessoas ou não saber ter amigos. A verdade é que converso muito comigo mesma. Sempre tenho aqueles dias em que quero chegar em casa, colocar meu pijama, jogar no celular, ver vídeos, aprender alguma coisa, mudar minha ideia a respeito de algo, ou apenas ouvir música E SÓ OUVIR MÚSICA MESMO, porque é um momento sagrado pra mim. Uma das coisas que mais detesto é quando estou no meu mundo, sentindo os instrumentos, inserida na letra e alguém vem falar comigo. Pauso a música. Fico chateada. Fico mesmo, odeio conversar ouvindo música. É chatice minha, eu sei, mas acredito que todos os individualistas perdidos por aí vão concordar que todos nós temos alguma chatice do tipo. Não sei se ser filha única tem influência nisso, talvez.
Mas não tento mudar, nem quero. Gosto de ser assim. Mas talvez um dia eu mude, afinal, se surpreender com quem somos é algo que nunca irá parar. Quando achamos que nos conhecemos completamente, mudamos, e então temos que nos conhecer novamente. Não há uma idade, uma fase da vida em que seremos definitivamente algo ou que nossa construção de nós mesmos estará completa, porque os upgrades são feitos diariamente, e pelo resto de nossas vidas.

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DARIA

Por hoje é só, e até a próxima dose!

São Paulo!

Cheguei aqui há seis meses, mas sempre soube que um pedaço de mim pertencia a esse lugar. Eu vim de Curitiba, e também amo lá. Mas São Paulo definitivamente me fez uma pessoa melhor, com apenas poucos meses de experiência nessa loucura que é viver nesse estado enorme e nessa capital tão frenética. Hoje, em comemoração ao aniversário de SP irei falar um pouco sobre coisas que eu amo por aqui.

A Liberdade. Não é aquele cantinho Japonês não, apesar de ser um amor. A liberdade que tô falando aqui é a liberdade de ser eu mesma sem medo de olhares, de críticas. Lá em Curitiba eu tinha medo de tudo. Eu nunca deixei de fazer o que quis, mas confesso que os olhares incomodam. Aqui todo mundo é diferente, várias culturas, muitas tribos e estilos, é tudo muito abrangente e cheio de gente maluca como eu e até bem mais. Eu adoro isso. Eu adoro poder mudar de estilo todo dia sem ter gente olhando torto ou me questionando. Quando a gente fica tempo demais num lugar as pessoas acham que adquiriram o poder de apontar o dedo pra gente e dizer o que combina ou não, e isso é bem pior no sul, onde todo mundo é um pouco mais reservado e bem mais preconceituoso. Sério. Uma das coisas que mais me incomodavam lá, é o fato da maior parte das pessoas serem muito brancas e brancas de fundo frio, sabe. E pra eles, quem não é leite azedo, nenhum cabelo colorido combina. Também não sou negra, nunca sofri racismo, e sinceramente aqui em São Paulo tive que criar uma “categoria” pra mim, já que mulata e parda são coisas que não existem. Meu tom de pele natural é aquela cor bronzeadinha meio dourada que as pessoas brancas de fundo quente pegam quando vão pra praia. E só isso era motivo de eu ouvir de amigos que cabelo colorido não ia ficar bom pra mim. Aqui em São Paulo isso mudou. A gente vê gente de toda cor com cabelo colorido, fica bem pra todo mundo, sabe. E pra falar a verdade, tô até enjoada das “pale girls” de cabelo colorido. É comum, é fácil. Eu gosto mesmo é de ver gente inovando, quebrando padrões, e isso tem de montão por aqui.
Além de me libertar de comentários e ideias idiotas de pessoas branquelas do sul, também me libertei do sutiã. Só uso em casos extremamente necessários, já que não tenho peitões. São Paulo liga o foda-se da gente. E aí já entro na questão de abrir mentes. Antes eu não entendia muita coisa sobre racismo, sobre feminismo, e hoje vejo que são coisas pelas quais a gente precisa ter conhecimento.

Os movimentos culturais. A gente fica pensando que SP é legal por ser grande e shows de bandas famosas acontecerem por aqui, grandes eventos, grandes peças de teatro e tudo o mais. Mas mais legal que isso é o que acontece nos bairros. Coisas mais alternativas e independentes, cheias de conteúdo. Ótimos poetas, escritores, atores, fazendo algo para a galera dos cantos mais pobres, dando oportunidades, reconhecendo talentos e esforços sem olhar para raça ou classe social. Um exemplo bem legal disso é o Slam da Guilhermina. Nesse tempo que estou aqui fui apenas em três, mas esse ano pretendo ir em bem mais.

Metrô. Não venham me chamar de louca, mas todo mundo sabe que em Curitiba não tem metrô. Eu prefiro mil vezes pegar metrô lotado e ir de pé, massacrada, mas chegar rapidinho em casa do que pegar ônibus lotado, ir de pé, massacrada, ser assaltada, pegar um trânsito filha da puta na Avenida das Torres e chegar em casa depois de mais de uma hora. É estressante demais.

Essas são três coisas que eu amo aqui, além do óbvio: Meu namorado e cunhada que são minha família, e meus novos amigos. Espero conhecer muito mais dessa selva de pedra, fazer vários rolês culturais e gourmet também.

FELIZ ANIVERSÁRIO, SÃO PAULO!

Por hoje é só, e até a próxima dose!

Livros para ler em 2016

Começou com esse título mas não vai ser nada do que você talvez esteja esperando. Eu decidi ler menos esse ano. Pois é.

Uma das minhas paixões e também uma das minhas complicações: livros são assim para mim. Eu me enrolei tanto em 2015 para escrever meus negócios e uma das maneiras de procrastinar era lendo, e pior que isso, ler meio que acaba com a minha confiança por causa daquela coisa que muitos seres humanos adoram fazer: se comparar. Aí no meio das minhas leituras, eu começava a pensar “nossa, nunca vou conseguir descrever uma cena tão bem quanto esse cara / nunca vou construir um personagem tão bem quanto essa mina” e por aí vai. Sei que é ridículo, mas com base nisso eu determinei que o foco desse ano seria escrever mais e ler menos.
Óbvio que não dá pra ficar sem ler. Também não vou fazer aqui uma listinha de alguns livros que colocarei como meta para ler, pois tenho uma ligação esquisita com livros (animes, filmes e séries também). Parece que não adianta eu estabelecer quais livros eu irei ler, pois se não for ~~  o momento certo da minha vida para ler esse livro ~~ simplesmente não vai rolar. Já aconteceu de eu ler livros fora do momento e aí não tem aquela ligação, aquela sintonia, a história acaba não fazendo sentido algum para mim.
Então, não vai ter listinha de coisas que eu irei com certeza ler. Tá mais pra listinha de coisas que talvez eu leia, só pra isso aqui não ficar ainda mais desapontador do que já está.

01. EDGAR ALLAN POE

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Comprei o Assassinatos Na Rua Morgue por pura obrigação (faculdade) e só depois de ter trancado o curso é que resolvi ler e acabei adorando. O Poe é sensacional, eu nunca tinha lido contos no estilo dele antes e por me identificar demais, até fui atrás de outros autores parecidos, tipo o H.P. Lovecraft. Então, como foi algo que eu realmente curti ler, vamos ver se vou atrás de algum outro livro dele para me divertir.

02. MAIS LITERATURA BRASILEIRA

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Nunca fui fã.
“MASOQ? Não era você que fazia faculdade de Letras?” Pois é, eu sei, mas nunca mesmo curti literatura brasileira. Me dei super mal no trabalho do quarto semestre por não ter lido o Memórias Póstumas e olha que eu não li de sem vergonha, pois até me interessei pela história e a escrita não está terrivelmente insuportável, como em Dom Casmurro.
Esse do meio é outro que comprei devido às aulas, mas tem bastante coisa interessante nele, então sempre que sobra um tempinho eu dou uma lida rápida em alguns dos capítulos.
E Mario Quintana, o meu namorado gosta. Como confio no gosto dele, vou (talvez) pegar um dos livros de poesia que ele tem aqui e ver se me agrada.

03. JOHN FANTE

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Autor descoberto nos meus tempos de biblioteca. Eu era dona do acervo de literatura estrangeira e um dia peguei esse Pergunte Ao Pó nas mãos e dei uma olhada. A escrita é ótima! Pelo menos um livro dele eu quero ler esse ano. Algum desses três. Se for bom, quem sabe eu faça uma resenha para vocês.

04. TERMINAR PELO MENOS UMA DAS MINHAS SAGAS INCOMPLETAS

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Essa é só uma das várias sagas que eu tenho para terminar e entre elas estão: Os Instrumentos Mortais, Senhor dos Anéis, Harry Potter, Guia do Mochileiro das Galáxias e olha nem lembro as outras, mas sei que tem mais. Então pelo menos, PELO MENOS Percy Jackson eu quero terminar. Minha prioridade era Os Instrumentos Mortais, mas como saiu a série agora e estou acompanhando, me permiti dar uma enrolada para não ficar apontando o dedo em todos os episódios e reclamando sobre como mudaram tudo.

05. LER ALGUNS DOS MEUS LIVROS PREFERIDOS NO IDIOMA ORIGINAL

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Meus três preferidos são esses e o idioma original dos três é inglês. Então além de me divertir relendo eles, aproveito para treinar o inglês enferrujado. Já deixo como indicação pra quem não tiver lido ainda. O nome em português não muda nada do original: Eu Sou o Mensageiro, Clube da Luta e As Vantagens de Ser Invisível. E não pretendo fazer resenha de nenhum dos três, porque quem já leu sabe, não tem como falar deles sem soltar um puta spoiler. Apenas leiam e me contem depois. Ou não.

É isso que não tenho planejado como leitura para esse ano! Quero muito ler esses que postei aqui, mas estou mais ansiosa com os livros que vão chegar de surpresa e mudar minha vida, haha.

 

Por hoje é só, e até a próxima dose!

 

Frustração pós criação: Engavetando e engavetada.

Hoje eu vim explicar melhor algo que mencionei no meu primeiro post, sobre criar personagens e acabar abandonando eles. Caso se interesse, é nesse link aqui que eu conto um pouco da minha história.

Já aviso que se você sofre do mesmo problema que eu, esse post só irá servir para te deixar mais tranquilo por saber que não está sozinho, porque a solução meu caro, eu ainda não encontrei.

Eu sofro daquele probleminha chamado ansiedade e acho que tem mais alguma coisa que vem junto de brinde, talvez seja essa palavra da imagem, pois não é possível eu ser desse jeito só por ser ansiosa. Já conheci outras pessoas que tem o mesmo mal e que conseguem lidar bem, conseguem escrever, desenhar, investir em qualquer outro tipo de criação. Logo, fico achando que não pode ser só esse o meu obstáculo para concluir as coisas. Mas dito isso, vamos discutir sobre essa frustração.
Eu tinha decidido criar um livro em 2011 e por diversos motivos eu abandonei a ideia pela metade. Até hoje eu fico com um sentimento ruim de que os personagens estão criados e abandonados, e por isso a vida deles não vai pra frente. Por minha culpa. Não sei se é porque eu li o maravilhoso livro A Bolsa Amarela da autora Lygia Bojunga uma centena de vezes, mas acabo sempre acreditando nisso. Eu lembro dos personagens antigos com um carinho misturado com frustração, como se fossem amigos de infância que eu acabei perdendo o contato, e fico imaginando que rumo eles deram para suas respectivas vidas. Soa estranho, eu sei. Eu nunca neguei ser maluca, afinal.
Mas a questão é que não achei que eu iria sentir isso de novo. Eu estava decidida até ano passado a não abandonar meus dois atuais projetos, não que eu queira abandoná-los agora, mas sempre que penso em escrevê-los me vem uma onda de pessimismo do além. As minhas pernas mentais ficam andando em volta das ideias por horas e horas e não vejo saída, não vejo conclusão, não vejo desenvolvimento. Fico angustiada de pensar na história por não me sentir criativa o suficiente para dar a devida sequencia. Meus pensamentos me sabotam sempre, meu medo de falhar acaba se tornando maior do que a minha curiosidade de descobrir o que aconteceria se eu tentasse pra valer. Todo aquele caminho árduo que qualquer um de nós que queira publicar um livro  sabe que tem que ser percorrido me assusta demais. Todos os possíveis nãos antes de um resplendoroso sim, todas as modificações que os editores sempre querem fazer nos livros. A pessoa que sou me faz pensar sempre que não sou forte o suficiente para aguentar tudo isso.
Hoje em dia, no meio de tantas redes sociais, as pessoas descolaram outros meios. Para a galera que tem um canal famoso e é adorado por todos os novinhos e novinhas, se tornou piece of cake publicar um livro. Eu ando vendo tanto isso quando vou em livrarias e sinto muito em dizer, mas não sei como não ficar mal. Vendo como todo o caminho árduo se transforma em trilha de flores para alguns, fica bem complicado arrumar forças para não desistir. Não estou dizendo aqui que ter um canal famoso é fácil e que eles não ralaram, não me entendam mal. Essa foi a luta deles, no momento estou falando da luta para publicar um livro.
Mas esse é outro tópico, acredito eu. O problema maior é deixar de se identificar com os personagens, ou no meio da brainstorm, criar algo ou alguém tão legal que faça você se sentir incapaz de dar continuidade na construção da história no mesmo ritmo empolgante. Quem disse que escrever é fácil? Quem? É coisa de louco, eu heim.
Sorte que a loucura que habita em mim me faz pensar várias vezes antes de desistir. Não sei ainda como lidar com esse probleminha com os personagens, se caso alguém souber como me ajudar, aceito sugestões. Talvez beber e escrever como eu fazia antigamente seja uma boa resposta, se todo o meu problema vem de pensar demais.

Mas agora, tenho uma teoriazinha boba sobre a questão toda.

Se sentir como um deus no momento da criação de qualquer coisa, acredito que seja normal. O que  fico pensando mesmo, é na hipótese de uma entidade divina existir. Tenho pra mim que se existe, essa entidade sofre do mesmo mal que nós, criadores.
Já pensou? Um deus aleatório e por azar, escritor. Decidiu fazer mais um livro, de muitos que ele já concluiu. A protagonista desse sou eu. No começo prometo muito como personagem, mas em um dado momento o escritor enjoa de mim ou não sabe o que fazer com a minha história. E aí ele simplesmente deixa lá, na gaveta. E a história da minha vida fica aqui, enguiçando. Pior ainda, se na história eu era uma escritora também e bem no momento em que decido escrever um livro o tal deus me joga na gaveta. Minha história, minha vida, eu, todos engavetados.

É claro que isso é apenas eu querendo culpar uma entidade divina, que eu nem acredito que exista, pelas coisas que acontecem (ou não acontecem) na minha vida. E sorte que sou realista demais para cogitar levar uma teoria dessa a sério. Mas né, não vamos excluir nenhuma possibilidade.

Por hoje é só, e até a próxima dose!

Rabiscamente

Rabiscada mente, rabiscos da mente, rabiscadamente.
Pra variar, ainda caio nos braços das sombras que não permitem que eu faça algo. Ainda me deixo levar pelas vozes – aquelas sinistras – que apontam a derrota em meus caminhos. No meio da confusão, fico pensando: porque ainda sou o mesmo ser fraco de alguns meses atrás? Porque essas vozes me afetam tanto? Eu não sei, eu juro.
Mas na última semana andei pensando no porquê de eu ter parado de desenhar, ou de ao menos tentar. Com base nas minhas lembranças tristes e do que conheço sobre minha pessoa, percebi que parei pelo mesmo motivo que paro tudo em minha vida.
Começo despretensiosamente, como um hobby. Rabisco aqui, rabisco ali, e nem sequer uso borracha, pois não estou tentando fazer nada perfeito. É pra passar o tempo, é pra resgatar algo perdido. Com o passar dos dias o porquê já muda. É pra ver o que pode sair de mim, é pra crer. É pra tentar fazer melhor. Isso faz com que a onda de perfeccionismo que reside em mim avance e devaste tudo. Em poucas tentativas e erros já estou convicta de que não nasci para aquilo, errei demais, sou um fracasso. Amasso o papel e jogo longe, pra nunca mais.
Essa, meus caros, é uma das personas que sou. Tudo que gosto e faço por prazer, em determinado momento meus olhos encaram como obrigação e a partir daí não me permito errar mais. É onde tudo estraga. Isso é ridículo.
Sinceramente, não sei como as coisas chegam a esse ponto. Não sei se a maluquice que é viver em sociedade me fez engolir a ideia de que tenho que saber fazer tudo, ser a melhor em tudo. Isso é impossível, e eu tenho que me permitir errar.
Com base nisso, pensei: Porque não? E tentei voltar às origens, em busca de alguma inspiração.

“Antes eu preenchia linhas, agora, linhas vazias me preenchem. Sou toda vazio, sou toda enchente.”

É puro desabafo de uma mente atordoada, rabiscamente falando. São rabiscos sim, e deveriam ser exatamente isso. Quando não se sabe o que sente ou pensa, tentar expressar de maneira legível não funciona. Porque o que está lá dentro não é legível. É uma bagunça. Eu sou bagunça. E olhando pra cada palavra solta aí no meio, pra cada significado que tem as letras de música que aí estão, eu entendo.
A dor reside em cantinhos escuros e abandonados, e se não acharmos algo ou alguém que possa entrar nesses cantinhos e trazer um pouco de luz, tudo acabará em trevas. E então eu olho pra cada coisa bonita que encontro perdida nessa bagunça e peço aos céus que me dê forças pra continuar. Que eu sempre tenha com quem contar. Que me cerque de pessoas que me motivem a rabiscar para encontrar a raiz do problema, ou simplesmente para perder tudo que me incomoda ali, no meio da confusão.

Por hoje é só, e até a próxima dose!