Jukebox

A playlist do meu planejamento de escrita!

Na semana anterior eu fiz um post sobre como consegui juntar um tanto de motivação para reencontrar meus projetos. Com certeza aquelas duas mulheres maravilhosas  me inspiraram, mas além disso, há sempre a música.

Como eu andava com bloqueios graves, decidi não voltar logo de cara para a história. Resolvi que eu deveria fazer todo um planejamento antes, para que se eu me perdesse novamente não fosse tão difícil reencontrar o caminho. Então arrumei um caderninho e comecei as anotações pela construção dos personagens. Anotando traços, acontecimentos, mini mapa astral (porque sou dessas) e descrições físicas, resolvi também acrescentar o estilo musical de cada um deles, as bandas preferidas.
Pra quem não sabe eu tenho um gosto musical até que vasto, costumo dizer que sou eclética dentro do razoável. Sendo assim, consegui explorar e pesquisar bandas que eu acreditei serem uteis para que eu pudesse emergir na história, visualizar os personagens em seus quartos cantarolando e batucando. Deu muito certo.

 

A maioria das músicas consegue passar a personalidade de quase todos os personagens importantes até agora, e mesmo para vocês que ainda não sabem exatamente do que se trata a história, as músicas servirão para criar o contexto. Todas as letras condizem com o tema ou exploram pelo menos um traço que todos os personagens tem em comum. Mas se por azar a playlist não funcionar para o público como eu imaginei, pelo menos fica aí uma prova da minha baguncinha musical, e enfatizo que isso não é provavelmente nem metade do que conheço e gosto.

Essa playlist está sujeita a alterações, então se alguém quiser seguir para acompanhar o meu trajeto musical, fique à vontade.

Por hoje é só, e até a próxima dose!

Fall Out Boy: Irresistible!

Aqui na jukebox desse boteco toca de quase tudo viu? E hoje tá tendo Fall Out Boy.

No final de 2014 eu senti falta deles e fui atrás de saber o que eles andavam fazendo da vida: acabei me surpreendendo. Havia um álbum lançado chamado Save Rock N’ Roll, dei play na primeira música e me apaixonei. O clipe parecia uma história do mal, curti muito e  resolvi procurar a continuação. Achei a história completa:

Esse álbum nunca mais saiu do meu celular, é perfeito do início ao fim. Eu adorei a mudança deles, se antes eu gostava de FOB, agora eu amo. A pegada Emo meio que se foi, estão mais pop agora. Eu achei bem melhor assim, embora eu tenha sido emo na minha adolescência, hahaha. As letras e os clipes são “cruéis” em diversos momentos, tem várias cenas com sangue e mortes, sem contar as criancinhas e mulheres malvadas. E eu adoro o som animado com letras pessimistas, é totalmente a minha cara né.

Alguns trechos favoritos:

And I said, “I’ll check in tomorrow if I don’t wake up dead”
This is the road to ruin, and we’re starting at the end. (Alone Together)

A constellation of tears on your lashes
Burn everything you love then burn the ashes. (My Songs Know What You Did In The Dark)

Oh there you go: undress to impress. You can wear the crown but you’re no princess.
So put the “D” in dirt now baby, baby. Let’s get you wasted and alone. (Death Valley)

But you need to lower your standards
Because it’s never getting any better than this. (Rat a Tat)

Sometimes before it gets better the darkness gets bigger
The person that you’d take a bullet for is behind the trigger. (Miss Missing You)

Letting people down is my thing baby
Find yourself a new gig, this town isn’t big enough for two of us. (Just One Yesterday)

Essa última é minha preferida, então deixarei o link dela separadinho aqui:

Eu queria ter falado sobre eles antes, mas nunca é tarde demais né. O que me motivou foi perder o emprego e resolver me atualizar. Quando entrei no canal do Youtube deles essa semana eu vi que eles lançaram uma nova versão de Irresistible, junto com a Demi Lovato. Eu geralmente não gosto das músicas dela, mas não tenho nada contra a cantora, enfim. A parceria ficou ótima, a voz dela deu um toque bem especial na música:


A primeira versão de Irresistible é do último álbum deles, chamado American Beauty/American Psycho, que por sinal é maravilhoso e viciante também. E agora, pra quem acabou enjoando de tanto ouvir (eu que não), lançaram uma versão remix desse  álbum inteiro e com vários artistas diferentes. Quem quiser conferir, é só dar um chega no canal oficial da banda.

Are you ready for another bad poem? Coloque uma ficha na jukebox e nos encontramos na mesa do bar para a próxima dose!

Vamos falar sobre música?

Taí algo que eu consigo amar mais do que livros e que nunca escrevi sobre.

Já virou clichê dizer que música é como oxigênio, mas tenho algumas histórias pra contar, como a vez em que eu estava sentindo um vazio terrível, cuja origem eu desconhecia. Matei aula na faculdade, fui para casa, liguei o som alto e cantei com toda a força dos meus pulmões. E então, como um passe de mágica, o que estava vazio se encheu.
Como eu acordava cedo para trabalhar e ia direto do trabalho para a aula, eu quase não tinha tempo para cantar. Não que eu cante bem, muito pelo contrário acredito eu hahaha, mas a questão não é cantar por achar que canto bem ou deixar de cantar por cantar mal. Cantar é realmente um exercício para a alma. Então, acabou me fazendo falta. Quem gosta da música espalhada pelos quatro cantos da casa sabe bem que só fones de ouvido não proporcionam a mesma emoção, muito necessária em momentos como esse pelo qual eu passei.

Mas não é sobre cantar que eu quero falar hoje, e sim, sobre sentir os instrumentos. Sentir os sons, falar um pouco do que penso sobre a relação música&corpo.
Esses dias, ouvindo uma das minhas músicas preferidas do Oasis, reparei que cada instrumento eu sinto em determinada parte do corpo. A guitarra base eu sinto correndo na horizontal, de um braço para o outro. A guitarra solo (quando ela existe) sinto passeando na vertical, começa bem forte na cabeça e nuca, aos poucos vai descendo até o estômago. O baixo é espantoso, sinto ele muito forte na garganta. Cada dumdumdum. A bateria, ah! Ela é mágica. Sinto nas mãos, pés e pernas, fisgadas no cérebro, e o bumbo sempre no coração. E o vocal? Pra mim é pura energia. Sinto a voz, as palavras, dançando ao meu redor, me energizando.
Agora fique à vontade para dar play, fechar os olhos e tentar sentir tudo junto. Bora?

Claro que música é diferente para cada um e é improvável que alguém sinta a Supersonic como eu sinto. Se eu fechar os olhos, consigo claramente me ver vagando pelo espaço e não só isso, me sentindo pura energia cósmica, hahaha. Então, fica aí como indicação de música, caso você nunca tenha parado para ouvir Oasis. O instrumental é incrível, mas acho que o destaque da banda sempre acaba sendo as letras. O Noel Gallagher é meu compositor favorito, juro!
Todos sabem que Oasis não é nenhuma novidade, mas dificilmente eu terei bandas super atuais para mostrar, já que nem tenho mais tanto tempo para dar uma de ~antenada~.

Mas aproveitando que eu comentei sobre sentir o baixo na garganta também deixo mais essa música aqui, de uma banda maravilhosa (e mais atual) que ando ouvindo MUITO, ultimamente. O final lento tem um destaque especial para mim, graças ao baixo de presença incrível, e o engraçado é que ao menos nessa música parece que o som dele fica mais forte quando escuto com fones de ouvido.

Sinto uma vontade incontrolável de voar nua pelo céu com The Neighbourhood!
Uma coisa sobre mim é que costumo descrever minhas sensações musicais de maneira assim, mais diferente. Geralmente sou muito sinestésica, e também, gosto de fazer lista de reprodução para coisas e momentos aleatórios.
Ex: Músicas para céu azul, céu azul com nuvens, ruas com flores caindo das árvores, para quando estou usando jaqueta jeans, para andar flutuando, para imaginar prédios explodindo (olá Where Is My Mind? ), músicas ótimas para observar carros passando, músicas específicas para as ruas de Curitiba, músicas específicas para as ruas de SP e por aí vai.

Vocês poderão ver mais disso em um dos meus livros, assim que eu tiver tempo/força/sorte para dar continuidade nele, hahaha. Espero que tenham gostado das músicas, e aceito sugestões de bandas, sempre!

Quer mais música? Coloque uma ficha na jukebox, e nos encontramos na mesa do bar para a próxima dose!