Mente vazia, oficina do diabo

Meus pensamentos vão
E novos pensamentos não tão meus assim
Assumem seus postos
Na velocidade da luz.
Luz que não clareia
Mas que me ensurdece
Que me estupra todos os dias.
Sou invadida e penetrada por tudo isso que não é meu
Que não quero em mim
A dor é sem fim.
Me rendo
Com os braços abertos ao vento
Implorando para que ele me vente daqui
Para que eu me reinvente então.

Nova moldagem, novos padrões
Novas dores, novas decepções.
Os pesadelos são intermináveis, no fim.

Muda de lugar tudo o que te incomoda
E repara o tempo passear
Ir e voltar
Trazendo no bolso o incômodo
Do novo, que velho já se tornou.

Sou efêmera
E me sinto poeira passando por tua vida
Ferindo seus olhos cinzas
Tão cinzas quanto as tardes que entre prantos eu já vivi.

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