Compasso

Essa inquietação me mata
Minhas palavras estão gastas como os sapatos que parei de usar.
Não, não irei encostar meus dizeres
Minhas prateleiras abarrotadas de nada irão confirmar.
Sinto tudo, absorvo um pouco
E o que se deita entre essas linhas
É a dança do que vi
E do que quero mostrar.
Encosta teus sapatos também
E dança, meu bem.
Dança com as palavras que caem do céu
Gira na ponta dos pés o que está na ponta da tua língua.
E se curve para o que escorre de seus dedos para o papel.
Mas nunca, nunca ensaie o final.
Apenas solta a sua mão
E deixa que o final se apresenta sozinho.
É no acaso que as palavras certas nascem.

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