Labirintos

Gotas sincronizadas de chuva lá fora, tempestades dentro de mim.

Essa bagunça que insiste em se bagunçar
Mesmo quando eu arrumo
É a dor de todos os dias.
Eu fecho os olhos esperando o momento passar
E ao abrir tudo está prolongado e fundido.
Gotas que ardem ao cair
Que tremem no chão com o respingar.
O escorrer é tão lento que nem vi parar.
A tristeza que reflete no espelho é a mesma de ontem
E se o caminho é escuro, será a mesma de amanhã.
A luz que me conduz às vezes fraqueja
E me faz estar perdida em labirintos
Que eu já deveria conhecer tão bem.
Acabo na cama, onde tudo começou.
A morte acompanha cada bocejar
Só esperando eu dar um sinal.

Um sinal fraco qualquer de que já não acredito mais.
De que não irei conseguir.

Corrompida e com as arestas roídas
Só me resta inspirar todas as incertezas
Que acumulei no decorrer da vida.
Se desistir significar não estar ao seu lado um dia,
Prefiro continuar.
Mesmo sem saber se estarei ao seu lado amanhã.
E se meu peito já não tiver forças de respirar,
Ainda assim,
Eu ainda escolheria dar meu último suspiro em seus braços,
Em silêncio,
Ao contemplar o céu e o infinito no seu olhar.

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