Ninho de ossos

Magrela que sou
Me convenci de que não tenho colo a oferecer
Mas você vem de mansinho entre a escuridão da noite
E repousa em meu peito.
Em meio aos ossos
Vejo que a paz está onde está o amor.
Nesse ninho de gravetos seu coração se aquieta
Seu corpo se espalha no meu
Te observar me faz sorrir.
Meus dedos se perdem entre seus cachos
E meu bem, eu acho
Que não quero partir.
Irei me fundir nos lençóis e me expandir até o colchão
Para garantir então
Que sempre venha até mim
Quando procurar descanso.

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