“Só”

Me disseram que pra escrever eu só precisava ter bunda.

Tenho bunda
Estou sentada
Escrevo
Ou ao menos tento

Tentar vem do querer
Mas querer não é poder
As palavras são as bagunças mentais que decifro e organizo
Não tenho nichos
Fica bem solto assim
Dentro de mim
E pelos rios de minhas veias escorrem para o papel
Gota que cai do céu
Borra meus olhos e sangra na alma
Na cama
Em casa
De tarde
Relaxo
E então eu acho
O motivo que ainda tenho para viver.

Do sofrer não vem esperança
Porque da esperança nada vem
Além de um grito abafado da infância
Lembrança que não convém.

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