Operari phaulius

Estou novamente na mesa do bar
E torno a encher meu copo
Mas desta vez, de poesia
Com meu amigo Fernando e outras Pessoas.

Sinto o vento entrar
Sinto a vida passar
Fecho os olhos,  me deixo voar
Não, eu não quero sonhar.

Copos vazios e cheios me cercam
Garrafas de cerveja vêm e vão, e desta vez
Somente desta vez
Não ficam.
Eu também não ficarei.
Aguardo pelo cansaço e dor
O trabalho digno de me manter calada.
Estou cansada
Mas minha aflição chegou à um ponto em que não reflete em mais nada.

Quero poder saltar de um edifício
E me edificar ao invés disso.
Quando cair, talvez retornar
Mas desta vez com gosto, ao que insiste me maltratar.

Não, não quero mudar.
Quero permanecer assim
Mas um dia olharei para trás e em seus olhos verei o fim
Fim da tortura que tão mal continua a me recompensar.

Sinto a tontura e a ânsia divina
Sinto a ressaca se aproximar
Ao final, vomito palavras
Este mal chamado vida
Um dia irá me matar.

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